Viagem

Sintra: Palácio da Pena

Sintra é um tesouro português que não canso de ir! São tantos os atrativos, que a pequena cidade merece mais de um dia de visita! E é tão perto de Lisboa, somente 33 km! Já contei sobre o Palácio Nacional de Sintra aqui e agora relato nossa visita ao Palácio Nacional da Pena ou somente Palácio da Pena, localizado nos picos mais altos da Serra de Sintra.

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O Palácio da Pena é caracterizado pela mistura variada de estilos arquitetônicos e talvez por isso mesmo, de cores de um gosto um pouco duvidoso, na minha modesta opinião. Ele chama atenção, não passa despercebido, demonstra um verdadeiro fascínio pelo exótico.

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Foi construído no século 19 para Fernando Saxe-Coburgo-Gotha, marido da rainha Maria II, esta filha de D. Pedro I (nosso conhecido Imperador da Independência) sobre as ruínas de um mosteiro fundado no século 15 no lugar da Capela de Nossa Senhora da Pena. Dom Fernando ergueu seu Palácio de verão com a excentricidade de todos os lugares do mundo e cercado de um parque, porém seu sonho ficou concluído em 1885, ano em que ele morreu.

Com a Proclamação da República em 1910, o Palácio se tornou um museu conservado como era quando a família real morava lá.

Para conseguir ver todos os detalhes que o Palácio apresenta e conhece-lo por inteiro, eu indico uma visita de mais de duas horas. Atualmente, por causa de restauração, encontram-se fechados para visita, os aposentos do rei D. Carlos I, a Sala de Fumo, o Terraço da Rainha, o Claustro e a Capela. Para saber horários e preços dos ingressos, indico o site Parques de Sintra Monte da Lua. Existe ainda a possibilidade de ganhar descontos se comprar combos de duas ou mais atrações.

Visitamos a Pena depois de ir ao Palácio Nacional, portanto optamos por subir do portão de entrada até o alto da montanha de ônibus por 2 euros ida e volta. Como o Baú de Família viaja com criança, sempre que dá, poupamos nossa pequena viajante.

Esperando nosso transporte para começar a visita.
Sem canseira de subir ladeira.
Arco de tristão decorado com figuras neomanuelinas e protegido por um monstro marinho.

Estruturalmente o Palácio da Pena divide-se em quatro áreas principais:

  • A couraça e muralhas;
  • O corpo, restaurado na íntegra, do Convento antigo no topo da colina;
  • O Pátio dos Arcos;
  • A zona palaciana propriamente dita com o seu baluarte cilíndrico de grande porte.

No interior são dezenas de cômodos muito decorados com destaque para o Quarto de Manuel II, o último rei de Portugal, que possui paredes verdes e teto em estuque (um tipo de argamassa), a Sala Árabe com afrescos maravilhosos cobrindo as paredes e o teto, e o Salão de Baile mobiliado com vitrais alemães, porcelanas orientais e um lustre lindíssimo. É possível notar também os azulejos do século 19, algumas coleções reais e os móveis tão variados quanto a arquitetura do prédio.

E muito mais:

  • a Sala dos Veados;
  • a Sala de Saxe;
  • o Salão Nobre;
  • o Gabinete do Rei D. Carlos, antiga Sala do Capítulo do Mosteiro Jerónimo e Sala de Chá no tempo de D. Fernando II;
  • o Terraço da Rainha, de onde se observa a arquitetura do Palácio, o Relógio de Sol com um canhão que disparava ao meio-dia;
  • o Claustro Manuelino;
  • a Capela, parte original do antigo mosteiro dos frades Jerónimos;
  • a Sala de Fumo, também conhecida como Sala Indiana, apresenta valiosas obras de arte;
  • as Salas de Passagem com porcelanas de Wenceslau Cifka, pertencentes às colecções do Rei D. Fernando II

O Palácio da Pena conta com restaurante e cafeteria no estilo self service em um de seus terraços. Um bom lugar para fazer uma pausa e apreciar a lindíssima vista panorâmica do parque.

Também existem três elevadores para facilitar a acessibilidade. Um passeio imperdível em Sintra!

Se você curtiu esse passeio, recomendo o blog  Ninho de Jiripoca ! Tem um roteiro incrível de treze dias em Portugal com os pequenos, passa lá!

 

2 comentários

  1. Visitei o Palácio da Pena e acho que a mistura de estilos é a marca principal do monumento, o que faz dele um palácio especial. Sua fachada de estilos variados e bem colorida nunca passa despercebida. Adorei revisitar o Palácio por seus olhos, princialmente o interior, pois pouco me lembrava do que tinha por lá. Faz um bom tempo que visitei e a memória não anda boa! Beijos.

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