Baú do Colaborador

Turnê musical na Europa

Para onde a música me levou… por Daniele Haak

Eu já contei em outro texto aqui no blog, que a minha formação musical reflete em tudo que fiz e faço, inclusive nos laços de amizades que criei em decorrência dela e também as qualidades que ela me proporcionou como profissional do direito.

Outro aspecto da música que acho incrível é que já fui a muitos lugares que provavelmente não teria ido, não fosse a música. E mesmo que fosse, jamais seria com a mesma intensidade na experiência.

Aliás, quando comecei a tocar profissionalmente até imaginei que iria a muitos lugares, mas nunca que a música me levaria tão longe como, por exemplo, para Europa, onde fomos em 2015.

Tudo começou em 2013, quando um grupo do sul da Alemanha conheceu o trabalho do Grupo Festmusik, criado pelo meu pai e do qual faço parte. Eles nos informaram que fariam uma turnê no Brasil em 2014 e gostariam de se apresentar em Joinville. Resumindo: organizamos tudo para a vinda deles que, diante do sucesso dos eventos, nos convidaram para irmos à Alemanha.

Foi assim que, em 2015, realizei o projeto “Exportando Cultura Joinvilense”. Aproveitamos a passagem pela Europa para realizarmos mais apresentações e ao todo foram nove, entre Alemanha, Áustria e Suíça. Na Suíça conseguimos mobilizar a parceria entre Joinville e sua cidade irmã Schaffhausen. Nossos munícipes irmãos nos receberam, maravilhosamente bem, para uma apresentação e também para tocarmos num desfile de outono, em meio aos vinhedos suíços com a presença de oito mil pessoas. Foi mágico, maravilhoso e inesquecível! Numa charrete onde estava escrito, em alemão, a parceria entre Joinville e Schaffhausen! Nós realmente conseguimos empolgar e alegrar o povo suíço!

Na Alemanha tocamos num encontro de grupos folclóricos, uma experiência muito rica que nos oportunizou o contato com a execução da música folclórica atual na Alemanha. Interessante foi constatar que há muitas músicas que tocamos aqui como sendo “folclóricas alemãs”, mas eles não conhecem, contudo, há muitas outras músicas em comum no repertório folclórico. Também fomos recebidos no gabinete pelo Prefeito de Sontheim an der Brenz, cidade ao Sul da Alemanha, que, antes de nos receber, realizou pesquisa sobre Joinville e sabia as principais características e fatos históricos da cidade – a organização e o protocolo alemão me encantam sempre!

O mais curioso foi constatar que grande parte não fazia ideia que havia descendência alemã no Brasil, muitas vezes fomos perguntados: mas vocês são do Brasil mesmo? Como pode isso? Penso que talvez seja pelo fato de a migração para eles não ser algo tão visível na história, como é a imigração para nós aqui.

E foi a partir deste projeto que nos animamos a continuar “Exportando a cultura Joinvilense”, sendo que neste ano de 2017, mobilizamos a parceria entre Joinville e Spisska Nova Ves, nossa cidade irmã na Eslováquia, onde estaremos em agosto realizando apresentações com repertório genuinamente brasileiro. Lá, o “Quarteto Joinville” irá fazer uma viagem musical pelo Brasil apresentando aos eslovacos os diversos ritmos brasileiros.

Por isso digo, não fosse a música em minha vida eu jamais viveria estes momentos. É totalmente diferente irmos a um lugar para participar da cultura local, realmente ser parte dela. Eu até poderia conhecer os lugares que fomos e que ainda iremos, mas com certeza não seria a mesma experiência. Bem provável que eu não iria ter um contato tão próximo com a população local e viver genuinamente os costumes e hábitos, como aconteceu na Alemanha, onde ficamos hospedados na casa de Alemães e onde fomos levados a inúmeros lugares que eles costumam frequentar, ou seja, não são lugares turísticos.

Ah, e para terminar, depois da Eslováquia, nossos planos são “visitar” nossa cidade irmã no EUA, Chesapeake.

O Grupo Festmusik.

 

o “Dia do idoso Sontheim” nós acabamos inserindo no roteiro de apresentações a pedido do Prefeito de Sontheim.

 

 

Em Sontheim também aconteceu algo super legal! Um senhora leu no jornal que um grupo de brasileiros iria se apresentar na cidade, mas ela não tinha condições de sair para assistir, porque já estava com 101 anos. Assim, seus parentes conseguiram nos contatar e fizemos uma apresentação especial na casa dela.

 

Na charrete onde desfilamos num festival de outono numa localidade em meio a vinhedos – um paraíso.

 

 

um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s