Baú do Colaborador

A alimentação dos pequenos em viagem

Por Débora Durante, nutricionista.

O sucesso de hábitos alimentares saudáveis na criança e adolescente depende de muita paciência, afeto e suporte por parte principalmente dos pais. Toda a família deve ser estimulada a contribuir positivamente na alimentação. As refeições devem preferencialmente ser com todos reunidos, sendo esta vista como um ato prazeroso.

As situações mais comuns relacionadas à alimentação oferecida de forma inadequada são: anemia, obesidade e desnutrição. O desenvolvimento precoce da obesidade vem apresentando aumento alarmante entre crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo, sendo um problema de saúde pública que tende a se manter em todas as fases da vida. Uma alimentação pobre em nutrientes, ofertando poucas fontes de proteína, minerais e vitaminas, pode causar baixo peso nas crianças, além de deficiências nutricionais. A anemia por deficiência de ferro é na atualidade o principal problema em escala de saúde pública do mundo. Ela causa prejuízos e atrasos no desenvolvimento motor e cognitivo em crianças e que parecem não ser revertidos mesmo após a suplementação medicamentosa com ferro.

 

O comportamento dos pais em relação à alimentação infantil pode gerar repercussões duradouras no comportamento alimentar de seus filhos até a vida adulta. As crianças tendem a não gostar de alimentos quando, para ingeri-los, são submetidos à chantagem ou premiação. Os pais são responsáveis pelo que é oferecido à criança, e a criança é responsável por quanto e quando comer. Em geral, as crianças tendem a rejeitar alimentos que não lhe são familiares. Porém, com exposições frequentes, os alimentos novos passam a ser aceitos, podendo ser incorporados à alimentação da criança. Em média são necessárias de oito a dez exposições a um novo alimento para que ele seja aceito pela criança. Muitos pais, talvez por falta de informação, não entendem esse comportamento como sendo normal e interpretam a rejeição inicial pelo alimento como uma aversão permanente, desistindo de oferecê-lo.

Portanto, os pais tem a responsabilidade de oferecer os alimentos corretos para as crianças. Evitar o excesso de produtos industrializados, optando sempre pelo mais natural possível. Alimentos com muita gordura, açúcar, substâncias artificiais e químicas, quando ofertados de maneira abundante, causam sensações viciantes ao cérebro e a criança irá querer sempre mais. No desenho abaixo, mostra exatamente o que o açúcar causa no cérebro.

O açúcar não está apenas nos doces, está também nos alimentos ricos em carboidratos, como arroz, massas, batata, aipim, pães, etc. Outra substância chamada glutamato monossódico, que tem na maioria dos alimentos industrializados, atua como realçador do sabor. Ele altera a comunicação entre receptores do cérebro, fazendo com que as pessoas comam mais. Ele engana o cérebro e faz com que a pessoa queira mais e mais deste sabor que lhe satisfaz. Isso vai causar danos para o corpo e mente, criando problemas para a vida toda relacionados à saúde, depressão, etc.

Quando a criança e adolescente sai da rotina, em viagens, por exemplo, é de grande importância dos pais a escolha do local que irá fazer as refeições, se o local tem condições adequadas de higiene, se oferta diferentes tipos de alimentos, não apenas os ricos em gordura e açúcar. Tente oferecer e criar curiosidade em alimentos mais saudáveis para seus filhos. Tendo hábitos saudáveis no dia a dia, não será um fast food ocasionalmente que “estragará” tudo. Evitar ficar “beliscando” o tempo todo também é importante. Procurar fazer bem feita as refeições como café da manhã, lanche no meio da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar são fundamentais para não ficar com fome a cada hora.

Muitas crianças e adolescentes optam por alimentos mais a base de carboidrato e gordura, por exemplo, no café da manhã apenas pão com manteiga, no almoço, apenas macarrão e por aí vai. É fundamental ofertar alimentos que tenham fibras e proteína, até para evitar a fome a toda hora. As fibras que tem nos vegetais e legumes no geral, nas frutas, na granola, na aveia, nas oleaginosas como castanhas, amêndoas, cereais integrais, nas leguminosas como feijões e lentilhas e a proteína das carnes, leite e derivados. As crianças precisam de todos estes nutrientes para crescer saudável, evitar deficiências de micro e macro nutrientes e principalmente doenças causadas por uma alimentação incompleta.

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